Própolis, o antibiótico e anti-inflamatório das abelhas

O própolis ou propoleo é usado à milhares de anos para tratar infeções e feridas. A ciência demonstrou que é antibiótico e anti-inflamatório.

Os Assírios, gregos, romanos, egípcios e até incas usavam o própolis para fins medicinais. Não é algo novo. Tem acompanhado a humanidade nos últimos 2 ou 3 mil anos, para tratar dores, inchaços, infecções ou feridas interiores e exteriores. Mas o que é?

 

As abelhas são seres vivos que vivem em grupos organizados, tal como nós humanos. Existem várias “profissões” na sociedade das abelhas, como as operárias que colhem pólen e néctar das flores. Existem também abelhas “farmacêuticas” que colhem resinas, bálsamos, outros líquidos ricos em constituintes bioativos dos ramos, flores ou gemas e levam para a colmeia onde, misturados com a sua saliva, produzem o própolis. Este produto é usado para calafetar as colmeias e protegerem-se de bactérias, fungos e vírus. No mel podemos encontrar pequenas quantidades de própolis que lhe conferem propriedades curativas.

 

E o que diz a ciência sobre o própolis?

Existem muitos estudos demonstrando que tem ação anti-bacteriana, anti-fúngica, anti-protozoária, anti-viral, antioxidante e anti-inflamatória (Quím. Nova vol.25 no.2 São Paulo 2002, Abr./May vol.25 no.2). Na antiga União Soviética chegou a ser usado para tratar a tuberculose com regressão dos danos pulmonares (Rev. Farm. Bioquím. Univ. S. Paulo 1994, 30, 19)

Como anti-inflamatório parece dever-se á sua capacidade de inibir a síntese de prostaglandinas e leucotrienos, os desencadeantes da inflamação que causam rubor, dor, febre, constrição dos brônquios, etc (Fitoterapia, 2002, 73, S53-S63)

Onde existem mais estudos é na sua ação antimicrobiana, demonstrando ser eficaz contra muitas bactérias como Salmonelas, Estafilococos, Helicobacter, mas também fungos como a Candida albicans que causa candidíases e até vírus, como o vírus da gripe das aves, vários outros vírus da gripe, o vírus do herpes 1 e 2  (Arq. Inst. Biol, 2005; 72, 3, 405-411, Med Sci Monit. 2016; 22, 422–430, Antivir Chem Chemother. 2008; 19, 1, 7-13).

 

Seguramente tem ação contra muitos outros vírus e bactérias que não foram ainda testados. Os nossos antepassados sabiam e utilizavam. As abelhas apoiam-se nele para prevenir e combater infecções. Olhar à nossa volta, utilizar o que sempre funcionou na natureza é sinal de inteligência. Integrar este conhecimento com outras ferramentas modernas é sabedoria.

 

Resumindo, podemos usar para reforçar a imunidade, prevenir gripes, apoio no tratamento de amigdalites, faringites, otites, candidíases, herpes labial e feridas que não querem cicatrizar.

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