A relação entre Vitamina D e infecção por covid

Poderia a suplementação com vitamina D ajudar a diminuir a agressividade da infeção por covid e aliviar os Hospitais e evitar a crise económica?

O que sabemos em janeiro de 2021 sobre vitamina D e covid-19?

Estudos realizados em vários países demonstram que níveis baixos de vitamina D aumentam a susceptibilidade para ter infecção severa por covid ou até morrer.

 

Um grande base de dados, incluindo respostas imunológicas conhecidas contra a COVID-19, fisiologia da vitamina D e os seus efeitos no sistema imunológico e estudos de base populacional que ligam os níveis de vitamina D a infecções respiratórias, sugerem que a deficiência de vitamina D é provavelmente um fator significativo na transmissão e complicações de COVID-19. (Hormones (Athens). 2020 Jul 14;1-2)

 

No Hospital Universitário Rainha Sofia, em Espanha, realizou-se um ensaio para saber se a  vitamina D ajudaria doentes internados com covid-19. Apenas 2% das pessoas que receberam vitamina D passaram aos Cuidados Intensivos enquanto que 50% das pessoas que não tomaram vitamina D precisaram da UCI. (J Steroid Biochem Mol Biol. 2020 Oct;203:105751)

 

Em Inglaterra associou-se a agressividade da infecção Covid-19 com níveis mais baixos de vitamina D. É menos provável que quem tem bons níveis precisar de cuidados intensivos, relatou o estudo. (Clin Endocrinol (Oxf). 2020 Jul 3;10.1111/cen.14276)

 

Espanha e a Itália têm altas taxas de deficiência de vitamina D e também algumas das mais altas taxas de infecção e mortalidade por COVID-19 em todo o mundo. Por outro lado, os países nórdicos têm níveis mais altos de vitamina D como resultado da fortificação de alimentos com vitamina D e também taxas mais baixas de infecção e mortalidade por COVID-19. (Hormones (Athens) . 2020 Jul 14;1-2)

 

Mas porque o Brasil tem alta taxa de infeção e mortalidade se fica no perto da linha do Equador?
Quem disse que as pessoas vivem nas ruas e no campo como antigamente? Hoje no Brasil como em Portugal, as pessoas madrugam para ir ao trabalho, voltam tarde e colocar protetor solar. Não têm tempo para produzir vitamina D! Juntando a isso uma incapacidade que alguns têm de fabricar vitamina D por motivos genéticos, apenas uma alimentação rica ou fortificada em vitamina D poderia ajudar.

 

 

Concluindo….

A comunidade global deve aguardar os resultados de ensaios clínicos bem desenvolvidos que demonstrem o efeito da vitamina D nos desfechos clínicos do COVID-19. Enquanto isso, embora atualmente não haja evidências suficientes para apoiar a recomendação de vitamina D para reduzir o risco de COVID-19, considerando que muitas pessoas estão passando mais tempo em ambientes fechados e podem não obter a vitamina D de que precisam para a saúde óssea e muscular, as pessoas podem ser suplementadas com vitamina D, em doses seguras pois certamente vai trazer benefícios e não causar nenhum danos. (Hormones (Athens). 2020 Jul 14;1-2)

 

Hoje sabemos que suplementar com vitamina D3 até 10.000 Ui por dia é seguro mas até podemos suplementar metade dessa dose que teríamos igualmente muito beneficio.

 

Não seria assertivo investir na suplementação de toda a população de foram gratuita até a vacina chegar a toda a população? Não ajudaria este investimento barato a aliviar os Hospitais, melhorar a economia e podermos seguir com uma vida normal até termos uma vacina bem fundamentada e sem a desconfiança de ter sido desenvolvida tão rapidamente?

Entendo a desconfiança geral dos que me questionam sobre se a vacina é segura ou não. Não acho que seja negacionismo, são todos vacinados e vacinaram os seus filhos também, mas sim uma atitude muito normal de desconfiar do desconhecido. 

"Em tempo de guerra não se limpam armas" e por isso foi preciso aprovar vacinas em tempo recorde. E porque motivo é preciso mais evidência para usar vitaminas? Não se usa a mesma bitola porquê?

 

Seria necessário mudar paradigmas, e passar a apostar mais na prevenção e não exclusivamente no tratamento. Claro que a vacina é muitíssimo importante mas não deveríamos pensar no século XXI em apoiar a saúde com estilos de vida mais saudáveis e suporte vitamínico para fortalecer a imunidade e assim resistirmos melhor aos micróbios como os vírus e suas variantes? Para mim, pensar em tratamentos esquecendo a prevenção e fortalecimento da imunidade é como colocar o carro à frente dos bois. 

 

Mas o caminho é sempre no sentido da indústria high tech, no gasto bilionário, seja por interesses ou crenças da época em que vivemos de que a cura está no comprimido azul, caríssimo e vindo dos EUA, Alemanha ou Japão desenvolvido por supercientistas...e não na vitamina barata, acessível e natural! São as crenças atuais da civilização. Enfim...

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